Reurbanização do Bairro da Penha-São Paulo

São Paulo/SP

1997

Concurso Nacional - 1º Prêmio


O Bairro da Penha, Zona Leste de São Paulo, tem sua história ligada à Igreja de Nossa Senhora da Penha desde sua fundação como povoado em 1668. Seu desenvolvimento radioconcentrio sempre se fundamentou na existência da Capela (Largo do Rosário), Igreja (hoje usada pelos seminaristas) e da Basílica da Penha.
 
A Capela, imóvel tombado, já não serve mais ao culto. Aberta à praça seca do Largo do Rosário é margeada pela rua Dr. João ribeiro, que elevada a mais de 4m da cota do largo, abriga na outra sua margem, num mesmo edifício, o Teatro Martins Pena, as bibliotecas municipais infanto-juvenil e adulta, além de servir-se como centro de cultura do bairro.

A Avenida Penha de França que une o Largo do Rosário à Igreja da Penha estabelece-se como distribuidora de transito local e recebe negócios que concorrem com algum comércio informal – o pesado assentamento do comércio ambulante se concentra na praça oito de outubro.

O Largo do Rosário, a Capela e a Igreja da Penha são referencias históricas que perpetuam a memória do lugar. O edifício do Teatro Martins Pena é referencia cultural e social do lugar. 

Hoje, distintos e sem vínculos de estruturação, esses espaços fragmentados requerem na sua recuperação a inserção de elementos que lhes revitalizem e lhes deem unidade.

Proposta:
 
-transformação da capela em Museu da Memória do lugar.
 
-ligação subterrânea do edifício do teatro Martins pena com o Largo do rosário. Aberto para a praça conterá nos seus espaços sob a Rua Dr. João ribeiro, oficinas de atividades, bar e restaurante, proporcionando mais um acesso ao edifício. Ampliado e remodelado, o novo centro de cultura e lazer transforma-se em grande polo de convergência da população.

Proposta
  
-construção de pequena arquibancada que acomodada ao aclive da rua do asilo, tem na praça seu espaço de palco.
 
-execução de rede subterrânea de energia e telefonia, com a consequente retirada dos postes de suporte das fiações.
 
-hierarquização da circulação de pedestres no confronto com veículos. Através de pavimentação não asfáltica do leito de circulação viária e elevada à mesma cota das calçadas e praça, explícita a primazia do pedestre na utilização dos espaços.
 
-limpeza visual dos edifícios à Avenida Penha de França, com a retirada dos revestimentos de fachada, padronização das coberturas de proteção de ingresso e normatização dos letreiros e sinais de identificação dos negócios.
 
-padronização dos equipamentos e mobiliários urbanos.

Reurbanização do Bairro da Penha-São Paulo